2 de dezembro de 2012

Caneta, papel e um coração...



Encontrei-me tantas vezes com uma vontade de traduzir em palavras meus sentimentos, então peguei a caneta e o papel, deixei meus dedos deslizarem as palavras. Algumas vezes, lágrimas rolaram junto, outras tantas, o sorriso não saía. Fechava os olhos e era como rodopiar em meia a um salão, com o vestido dos sonhos e a minha música favorita tocando no fundo. Algumas vezes, foram só desejos, sonhos, coisas que idealizei e inventei. Outras vezes, eram textos sobre como eu queria que tudo tivesse sido, sobre como pagava-me pensando na possibilidade de um dia acontecer daquela jeito. Tive medo de escrever porque eu não sabia exatamente o que estava sentindo, talvez queria fugir da verdade ou da realidade que eu queria mudar, talvez tinha medo de sentir o que não queria. Respirei fundo, e de repente, uma folha em branco estava cheia de letras: a caneta conduzida por uma mão e guiada por um coração. O meu coração.

16 de outubro de 2011

Quando a noite chega


Ela para tudo o que está fazendo, ouve aquela música quieta em seu canto, admira as estrelas e ela pensa nele. Isso tem se tornado cada vez mais frequente com o passar dos dias. E o motivo? Nem ela mesma sabe. Mas tenta descobrir. Ela canta de olhos fechados sua parte favorita da música, sente em sua pele o vento frio penetrar, ela sorri.

De alguma forma isso a faz feliz, mas ela ainda se pergunta como. Ela o sente perto, ela o sente do seu lado. Como a mil milhas de distância separado-os? Será o amor tão forte capaz de unir mentalmente ao ponto de sentirem a presença um do outro? Ou ela simplesmente imagina tudo isso? Há perguntas que invadem sua cabeça, perguntas que ela nem sabe as respostas. Mas o tempo há de se encarregar e dar-lhe as respostas, uma a uma...